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- Salve

- Como é que vai?

- Amigo há quanto tempo,

- Um ano ou mais...

O encanto do futebol está em fazer parte de um momento datado único e determinado. É nessa condição temporal, um pedaço desta estória vivida e compartilhada que está no principio da popularidade de um time de futebol, o Máster A do Industrial Esporte Clube, do bairro Bom Retiro. É essa oportunidade, participar de um pedaço do passado que já foi presente, mas em comum sentido preciso e trazendo a marca o time Máster do Industrial, ou seja, o time de Marcellus e Cia.

Foram quase 10 anos sublimes, não há porque não relembrá-los algumas passagens da nossa estrela maior, o nosso saudoso centroavante Kalico. Não tenho o direito de dar nenhum palpite, mas peço a você permissão para falar deste time família, que você construiu. Vale lembrar,  você foi quem deu um sentido a está equipe, pois o maior gol foi você quem fez: um time de família. Orgulho-me de ter participado quase do inicio do time. Jogava em outra equipe, quando você me convidou com muito carinho, e daí foram quase 10 anos.

A você meu caro Marcellus, que tomou a iniciativa de construir este grande time, não queria ser chato ou insistente e sim fazer com que as coisas acontecesse com responsabilidade e carinho.

Uma formação que começava com Cabral, um cara que não queria perder, deixava todos lá atrás sempre alerta. Um cara fabuloso. Robson, “canelinha”, uma raça e dedicação do lado direito. Guto, o melhor dos melhores. Toninho, o cara da “zaga” que fazia muitos gols. Tarantine, o fino da bola, como dizia o tricampeão do mundo “Tostão”: o ala tem que ser um cara técnico. João Macarrão e Adelson, nossos “meias”, que dispensam comentários. Nosso ataque, com Tiná, Kalico, Dó, Thia´ e Darcy, e ai era só bola na rede. E eu lá entre eles, onde recebia o apelido carinhoso de Guto, “mil e um”. E ai, tinha o Marciano parceiro da melhor qualidade, Cláudio Meu Peixe, amigo do “Romárinho”, Sérgio o Homem Aranha, Jose Mário das Éguas, Thiá o caderudo, Tião Marimbondo, Edilio Tiririca.

Ver um ataque com Tina, Kalico e Darcy era muito bom. Cumpre-me agradecer ao Fernando (Nilza) pelo apoio e atenção de quando cheguei ao time. Também ao Eder, da primeira formação, e que sempre me convidava para jogar com vocês. Da primeira formação também gente como a gente o Mauro e Juarez. Os corneteiros do bairro, falavam do time, mas todos queriam um lugarzinho nele. Jogava-se contra o Industrial amador, e ganhávamos todas.

O acaso do mais simples, entre nós o nosso ilustre massagista, o jovem Tonhão, que muito nos orgulha e também por ser impar dentro dos gramados por jogar ao lado de Beline, bicampeão do mundo, e de um dos melhores jogadores do mundo, Garrincha.

Sempre lembrando que os apelidos eram colocados por Tiná e Kalico. E Bartolomeu, não tinha problemas. Mas tarde, tivemos a honra que jogar com a gente pessoas como José Carlos, Kleber, Supri, Mirk (in memória), Preto, Geraldo Pela Égua, Andrey e Jailson. Vale lembrar quando jogava o Hebinho, a coisa fica mais fácil.

Nossa tática era a amizade. A nossa invencibilidade estava na defesa. Cabral, Guto, Toninho, Meu Peixe, Robson, Marciano, Tarantine, e eu. Nossa possibilidade de vitória era grande, pois tínhamos um ataque arrasador com Kalico, Tina, Darcy, Fernando, João, Thia, Dó, José Mario, Sergio, Adelson. Quem só se defende mostra que sua força é insuficiente e quem ataca mostra que é abundante.  

 Citando Martin Luther King “temos aprendido a nadar como os peixes, a voar como os pássaros, mas ainda não apreendemos a sensível arte de viver como irmãos”. E com certeza, a gente era um time de irmãos.

E com muito carinho a gente sempre lembra delas: Mita, Fátima, Rosa, Margareth, Lucia, Vanessa, Sheila, Frida, Meire, Creuza, Marlene, Magda, Nilsa, Conceição, Fabiola, Cristina, Maria Helena, Ana, Marly, Lana, Nilsa... Também foi com carinho que vemos crescendo nosso bebes: João Paulo, Thiago, Natalia, Leo, Camila, Marcela, Nicolas, Tayla, Taynâ, Guilherme, Gabriela, Vinicius, Amanda, Claudia, Fernanda, Renata, Talissa, Thais, Igor, Julia, Pámela, Cíntia, nosso querubim Tiaguinho... (estou velho e não lembro o nome de todos). Os exemplos no decorrer do tempo têm demonstrado que apesar das dificuldades estamos alcançando os nossos objetivos. Uns já cursaram a faculdade, uns ainda estão cursando e outros estão chegando lá. Este talvez  o melhor legado do time de Marcelus e Cia. 

As festas na casa de Marcellus, Edilio, Fernando. As nossas viagens a Ouro Preto, Itabira, Governador Valadares, Rio Piracicaba, que saudades.

No futebol a fraternidade é experimentada no grito comum de gol que brota do espontâneo. E todo sábado a gente gritava gol.

E o homem aranha atacava em nossas viagens dentro do ônibus...

As rezenhas no bar da Vanessa era como se fosse uma lei e haja saideira. Ás vezes ainda passo por lá, e dou uma olhadinha, sempre com muita saudade, onde as reuniões aconteciam. Era o nosso “point”. E ainda lembro que Tiná, era o primeiro que ia embora, não bebia e sempre pagava 3 ou 4 cervejas. A seguir Tarantine, como Guto e Kalico o chamavam de “maridão”. Adelson, não bebia e entrava na divisão da conta sem reclamar.        E Kalico e Guto eram quem fechavam o bar para Vanessa, os últimos a saírem. O nosso era um time de futebol, onde a fraternidade era experimentada no grito comum de “gol” que brotava do espontâneo.

Era interessante a gente ver Mirque jogar com a gente como se fosse um veterano. Lembro que ele chegava à lanchonete de capacete de motoqueiro, pedia um suco e um salgado, não tirava o capacete e tentava paquerar a garçonete.

Citando Voltaire, “ter paixão no que se faz é fundamental. As paixões são as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não pode navegar.” E você passou para a gente que temos que ter paixão pelo que fazemos.

Coisas de Kalico: Homenagem dos Peladeiros. Primeiro expressar gratidão a Deus, por estarmos aqui... (Carlos Jose Alvarenga). Na realidade é a Deus que todos nós buscamos.

O mês era dezembro; Preto e Tina, por sugestão de Kalico, fariam uma serenata à Lucia. O local, a Rua Uberlândia, no centro, onde uma locadora de veículos cujo nome era Automix, tinha um balão enorme sobre a agencia de cor amarelo que mais parecia uma lua cheia. Preto cantava: noite alta, céu rizonho, lua, oh lua... E ai kalico olhando para o balão a uns 30 metros de altura dizia que a lua estava linda, era lua cheia...  

Jogo contra a Aciaria. Kalico contundido não jogaria, mas estava dando seu apoio e fumava o cigarro do Bartolomeu. Já estamos no gramado, eis que surge Sérgio, o Homem Aranha, com o dedo do pé quebrado. Kalico disse a ele: você é o meu substituto, cortou um pedaço da chuteira de Sérgio, onde o dedo estava quebrado, e entra o Sérgio em campo mancando, e coube ao Bartolomeu colocá-lo para fora.

Quando ganhamos o torneio em Acesita (Paulo Sá), e após o jogo, o pagode, aquela solenidade chata, e Sérgio com um cigarro  dentro da boca, soltava fumaça pelos cantos sem que ninguém percebesse, e ai alguém disse, tem gente fumando aqui. Ninguém percebia como ele estava perto do Preto, e ai o Preto deu-lhe um tapa na boca queimando-lhe a  língua. E ai a o Tiná ria... Era o nosso homem Aranha atacando. Neste mesmo dia, após o pagode, Toninho pega as mochilas de Kalico, Preto, Luciano, Sérgio e como o Joaquim (jogador do Vila Celeste), tinha um carro igual ao meu, coloca as mochilas no porta malas do carro dele pensando que era o meu. Joaquim vai embora, e quando íamos embora, Toninho desesperado dizia, roubaram o seu carro, pois ele estava aqui com as nossas roupas, mochilas e documentos. Fato não consumado, pois o meu carro estava em outro local. Uma estória comprida, pois fomos acordar o Magela (jogador do Vila Celeste), que sabia que o Pezão sabia onde o Joaquim morava. Já se passava das 2 horas da manhã e no mesmo domingo na beira da piscina no clube, todos riam da situação.

A gente encontrava aos domingos também... 

E era um time democrático surgindo mais tarde um partido político: o “anti-sistema”. Era encabeçado por Tiná que tinha como seguidores: Kalico, Tarantine, Guto, Marciano e Tião Marimbondo. Todos do P C. Baseado em Nelson Rodrigues que já dizia: “toda unamidade é burra!”.

Lembra Marcellus, que as nossas festas sempre fartas, graças a Deus, e você sempre doava o arroz e tropeiro á rua do buraco, no centro da cidade. 

“Rumel”? Jogo em Governador Valadares , onde Thiá foi jogado fora do campo pelo lateral deles e caiu onde existia uma fossa todo sujo e fedorento. Após o jogo o tradicional pagodinho, e a música “fazer uma feijoada”, estavam fazendo uma “bicha” e perguntaram ao Kalico o que ele ia dar: ele pensou e disse que ia dar um rumel, e ai deu um breque nos instrumentos e todos riam... Ele queria dizer rimel. Tina e Guto eram os mentores das coisas erradas e Kalico e Sérgio os executores. 

E os bailes no Industrial, onde você sempre comprava as mesas juntas e tudo era só alegria. Vale lembrar que existia um “comando”, e Kalico tinha o número do “comando” do Tiná e a gente bebia a anotava para o Tiná pagar. Festa no sítio na Tribuna, e Cristina, Fátima diziam que as mulheres estavam enjoadas de ouvir pagode e pediram para levar um violeiro, Sr. Antonio, e todas cantavam e nenhum pagode. Só que o violeiro parou para ir ao banheiro e o Toninho disse: Preto pega os instrumentos que o violeiro foi ao banheiro... E nesta mesma festa o homem Aranha, sempre orientado por Tiná e Guto, jogava todos dentro da piscina e Vanessa que acabava de chegar de um casamento foi parar dentro da piscina.

Nas viagens, a volta sempre o pagode em algum posto de gasolina. Kalico na vaquinha para encher as garrafas térmicas de cerveja, o pagode do anti-sistema Preto, Fernando, Tina, Edilio, Sebastian, Supri. Era uma dificuldade para o ônibus seguir viagem, e sempre as chuteiras eram amarradas no local onde os passageiros seguravam no ônibus. Às vezes aparecia nó nas mochilas, nas roupas, pedras nas bolsas. Sabonete no copo de cervejas, e todos nós sabíamos que era obra do Thiá. Maninho era o nosso massagista, e imitava um cachorro latindo e Sérgio um gato miando. Tiná dizia: pega cachorro e o gato miava e o cachorro latia. Uma algazarra só.

E dentro do ônibus, o Homem Aranha sempre atacava... Também lembrando de um jogo em Vargem Alegre , na volta onde, o Zé Mário cochilava e passaram pasta de dente nos pelos dele, sem que o mesmo soubesse. E quando chegou a sua casa...

Citando Leonardo Boff, “tudo o que existe e vive precisa ser cuidado para continuar a existir e a viver; uma planta, um animal, uma criança, um idoso, o planeta terra”.

Com simplicidade, carinho e muita paz, durante quase 10 anos, não todas, mas algumas lembranças.

 

Alâno de Oliveira Barbosa.

Próximo Jogo

Monza IEC-MASTER A
0 X 0
13/03/2021 15:30:00
Campo Social(Coronel Fabriciano)
Último Jogo

Santo André IEC-MASTER A
1 X 3
06/03/2021 16:00:00
Avante(Ipatinga)
Campanha 2021

Jogos V E D GM GS SG %
5 4 1 0 15 8 7 86,67
Campanha Geral

Jogos V E D GM GS SG %
1455 817 361 277 3662 2237 1428 64,42

Aniversariantes do Mês
Rubens Mendes de Oliveira (Rubinho)
05/03
Alessandro Erly Empereur (Alessandro)
06/03
Marcellus Lopes Fortes (Marcellus)
12/03
Romulo Carvalhais (Romulo)
14/03
Antonio Ferreira de Morais (Tonhão)
17/03
Merson (Merson)
18/03
Iuri Pires (Iuri)
29/03
Bruno Casoti (Bruno)
30/03

 
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